domingo, 4 de março de 2012

Minas lamenta e repudia ato racista ocorrido contra Wallace, do Cruzeiro. Vôlei Futuro usa camiseta contra o racismo!

Clube divulgou nota oficial no início da tarde desta quinta-feira

Wallace: "Não dá para aceitar ser agredido racialmente. É lamentável. Fiquei chateado"

Redação - Superesportes

01/03/2012 13:29
O Minas Tênis Clube divulgou uma nota oficial no início da tarde desta quinta-feira sobre o ato racista de uma torcedora. O caso aconteceu no clássico contra o Cruzeiro, pela Superliga Masculina de Vôlei, na noite dessa quarta-feira.

Uma torcedora não identificada chamou o jogador Wallace de “macaco” e afirmou que ele poderia “voltar para o zoológico”.

Confira a nota oficial do Minas abaixo:

“O Minas Tênis Clube lamenta e repudia o episódio envolvendo o jogador Wallace e uma torcedora não identificada, ocorrido durante o jogo entre Vivo/Minas e Sada/Cruzeiro, ontem, à noite, na Arena Vivo. Na partida pela oitava rodada do returno da primeira fase da Superliga de Vôlei Masculino 2011/2012, vencida pelos minastenistas por 3 a 2, o atleta do time cruzeirense teria recebido, de uma mulher nas arquibancadas, xingamento de caráter racista. É justo destacar que se tratou de manifestação individual, impossível de ser controlada pelo Clube e que em nada reflete a filosofia e os valores do Minas.

Vale lembrar que o Minas sempre se pautou pela retidão moral e ética, inclusive no esporte, sendo uma das mais tradicionais agremiações sócio-desportivas do País, fundada há 76 anos. É o único clube a disputar todos os campeonatos nacionais de vôlei, desde os anos 1950, e o detentor do maior número de títulos brasileiros no masculino (nove).”
Ricardinho usa uniforme do Vôlei Futuro contra o racismo, porém, Sada/Cruzeiro assumiu a liderança com triunfo em Contagem. Foto: Washington Alves/Vipcomm/Divulgação
Ricardinho usa uniforme do Vôlei Futuro contra o racismo. Foto: Washington Alves/Vipcomm/Divulgação

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

“THE HELP”: Um grito de socorro pela igualdade racial

Francisco Thiago Silva[1]

Assistindo ao filme “Histórias Cruzadas” (EUA - 2011), percebei o quão ainda precisamos lutar ideologicamente para que nosso país, e por que não o mundo, se torne um espaço de verdadeiras oportunidades iguais para todos que pertençam a  raça humana, biologicamente falando. Mas sócio-historicamente subdividida em duas categorias: os que nasceram brancos, livres, senhores e os que nasceram negros, o que neste país, equivocadamente é sinônimo de escravo, subalterno, não-educado, somente empregado.
A película é baseada no Best-seller “The Help” da escritora norte-americana Kathryn Stockett. Aqui no Brasil a obra foi traduzida como “A resposta” e publicada no início de 2011 pela editora Bertrand Brasil.
O romance é ambientado nos anos 60, na cidade de Jackson no estado do Mississipi, sul dos Estados Unidos. Uma jovem e recém formada jornalista, decide escrever um livro, que retratasse a visão das empregadas domésticas afro-americanas, que cuidavam dos filhos de uma das sociedades mais racializadas e racistas dos EUA.
Ao longo do filme, histórias são vividas e contadas sob a ótica das empregadas negras, que eram veladas até de utilizar o mesmo banheiro que seus patrões. É bem verdade, que historicamente, tais atitudes eram sustentadas por “Manuais de Conduta”. Nesses livros, de lei eram expressas as punições para qualquer cidadão ou cidadã que provocasse discussão ou tentativa de igualar racialmente a sociedade estadunidense daquele período.  Outro filme que retratou a sociedade racista do Mississipi, foi “Mississipi em Chamas” (EUA -  1988), ao associar os atos racistas de extrema violência, como assassinatos, à ordem Ku Klux Klan, não é o caso me estender nessa história.
O roteiro é sensível, ao ilustrar, como uma sociedade de elite, branca e protestante, pode esconder tanto preconceito, em verdade as cenas do filme demonstram que o racismo é praticado, explicitamente.
E o que isso tem a ver com o Brasil? Muitos ainda vivem sob a explicação do “mito da democracia racial”[2], para mascarar os variados tipos de racismo, os quais a população negra ainda vivencia em seu cotidiano.Nas palavras de Regina Leite Garcia: (1995, 117) “Ser trabalhador euro-brasileiro, do sexo masculino, é diferente de ser trabalhadora afro-brasileira, do sexo feminino.”
Autoras como Eliane Cavalleiro (2000), Renísia Garcia (2011), Nilma Lino Gomes (2008), Petronília Gonçalves e Silva (1996), já explicitaram em suas pesquisas, a necessidade que a população afro-desendente, em especial as mulheres, têm em se igualar em oportunidades de acesso a instrução de qualidade, consequentemente a melhores postos de trabalho. Ações Afirmativas  do governo como as Cotas Raciais e mesmo a lei 10.639/2003[3] foram marcos na luta anti-racista,  que por tantos anos foi bradada e liderada pelos movimentos negros.
Entendo que para o combate das praticas de discriminação racial em nossa nação, a educação apareça como mecanismo essencial e basilar para a construção verdadeira de uma democracia racial, que oportunize na prática igualdade de tratamento e de oportunidades para cada cidadão brasileiro, independente da etnia. Como defendi anteriormente (SILVA, 2011) :”é necessário que se construa, como possibilidade real, uma escola que se apresente como instituição social vocacionada pela promoção de uma educação democrática, plural e anti-racista.”
Aida estamos longe disso, mas histórias como a do Mississipi, devem servir de inspiração para que tantos estudiosos, pesquisadores e principalmente, professores desenvolvam seu fazer pedagógico, voltado para o anti-racismo. Assim, cada estudante que se sinta silenciado possa ter a oportunidade de dar o seu grito de socorro, e ser ouvido, como as mulheres negras, empregadas domésticas, que fizeram do seu cotidiano, racializado e discriminatório, como combstível na luta pela igualdade racial.

*Referências Consultadas:
-  GARCIA, Regina Leite. Currículo Emancipatório e Multiculturalismo: reflexões de viagem. IN: MOREIRA, Antônio Flávio e SILVA, Tomaz Tadeu da. Territórios Contestados. Petrópolis – RJ: vozes, 1995;

- SILVA, Francisco Thiago. Currículo e Diversidade: propostas para uma educação antirracista nos anos iniciais. IN: Revista Brasileira de Educação e Cultura, n. 4, p. 34-44, julho-dezembro, São Gotardo: 2011



[1] Mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Brasília / UNB. Especialista em História Afro-brasileira pela Faculdade Phênix.
[2] Sobre a teoria da democracia racial, defendida por Gilberto Freyre em sua clássica obra: “Casa Grande e senzala” (1933).
[3] Lei que acrescentou o Artigo 26-A da LDB (9394/96), e que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileiras em todas as escolas de educação básica do Brasil.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pós-graduação em :HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ETHIKOS
FACULDADE PHENIX

PORTARIA MEC Nº 89 DE JANEIRO DE 2006
INÍCIO: MARÇO/ 2012

HORÁRIO: 19H ÁS 22H (UM ENCONTRO SEMANAL)

INVESTIMENTO: matrícula R$ 100,00 + 12 X 180,00


LOCAL DE FUNCIONAMENTO DO CURSO:  - Taguatinga/DF

FICHA DE INSCRIÇÃO EM ANEXO.

 CONFIME  SUA VAGA, POIS ELAS SÃO LIMITADAS !

INFORMAÇÕES: 3964-5688/9211-8313
e-mail: diretoria@ethikoseducar.com.br
http://www.ethikoseducar.com.br/
Alguns docentes do curso:
- Dr: José de Lima Soares/Instituição que conferiu o título/UnB;
- Manoel Cardoso /Instituição que conferiu o título/UnB;
- Profª Drª: Beatriz Calazans / Instituição que conferiu o título/Universidade da Madeira -Portugal;
- Profº Mestrando Francisco Thiago SIlva / FE - UNB.

A Coordenação de Diversidade da SEEDF lança Blog.

O objetivo é: Implementar políticas públicas de educação em diversidade, opondo-se a todas as formas de exclusão educacional.
Link: http://diversidadeeducadf.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Notícias - Parceria entre Petrobras e SEPPIR garantirá ações de promoção da Igualdade Racial

Notícias
luiza_bairros_seppir_petrobrasArtistas e militantes negros se reuniram no dia 07, no Rio de Janeiro, na cerimônia que marcou a assinatura do protocolo de intenções entre a Petrobras e a SEPPIR). O Documento visa o auxílio mútuo em estratégias de combate ao racismo e promoção da igualdade. A parceria possibilitará, inclusive, que a Petrobras estabeleça mecanismos que levem em consideração aspectos étnico-raciais na seleção de projetos para patrocínio e na política de capacitação da sua mão de obra. “Este protocolo reflete o momento atual das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil e na Petrobras.
Artistas e militantes negros se reuniram no dia 07, no Rio de Janeiro, na cerimônia que marcou a assinatura do protocolo de intenções entre a Petrobras e a SEPPIR). O Documento visa o auxílio mútuo em estratégias de combate ao racismo e promoção da igualdade. A parceria possibilitará, inclusive, que a Petrobras estabeleça mecanismos que levem em consideração aspectos étnico-raciais na seleção de projetos para patrocínio e na política de capacitação da sua mão de obra. “Este protocolo reflete o momento atual das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil e na Petrobras. luiza_bairros_seppir_petrobras

domingo, 29 de janeiro de 2012

ANPED Centro - Oeste 2012

O evento acadêmico regional ocorrerá no Campus do Pantanal - UFMS - Corumbá, MS entre os dias 09 e 12 de julho. Informações no site:


 

Declaração de Salvador

O Congresso Ibero-americano organizado em Salvador - BA -Brasil em 2011 resultou em uma Declaração à sociedade civil e as autoridades políticas, os textos podem ser acessados no portal da SEPPIR:

Link: http://www.seppir.gov.br/destaques/afro-xxi/inscricoes-para-o-afro-xxi-estao-abertas-pela-internet,
Declaração de Salvador - Leia aqui

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casal espanhol acusa pizzaria de São Paulo de racismo contra filho negro

Do UOL Notícias, em São Paulo
Um casal de turistas espanhóis acusa uma pizzaria de São Paulo de racismo contra o filho deles. A mãe afirma que o garoto --que tem seis anos de idade, é adotado, negro e nasceu na Etiópia-- foi confundido com um menino de rua. Ainda segundo ela, o menino foi colocado para fora do estabelecimento.
As informações foram passadas pelo delegado Márcio de Castro Nilsson, do 36º DP (Vila Mariana), onde a mãe do garoto registrou um boletim de ocorrência.
Segundo o depoimento dela, o garoto, que não fala português, estava sozinho na mesa e teria sido abordado por um funcionário da pizzaria enquanto ela e o marido se serviam no buffet.
Segundo ela, ao se dar conta de que o menino não estava na mesa, saiu para procurá-lo e o encontrou na rua, chorando. Foi então que o garoto disse que havia sido colocado para fora da pizzaria.

Ainda segundo o delegado, a turista disse que, em um primeiro momento, um funcionário que se identificou como gerente da pizzaria negou o ocorrido e disse que não se passava de um mal entendido. Mais tarde, porém, ele afirmou que, como havia uma feira na rua naquele momento, havia confundido o garoto com um menino de rua.
O fato ocorreu por volta das 13h30 do dia 30 de dezembro, na pizzaria Nonno Paolo, que fica na rua Abílio Soares, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo).
O delegado Nilsson informou que instaurou um inquérito para apurar se houve constrangimento ilegal ou crime de racismo. Se ficar comprovada a ofensa racial, o acusado pode pegar de um a três anos de prisão.

Outro lado

Em nota, a pizzaria negou que qualquer funcionário tenha tocado no menino. Segundo o restaurante, ao ver o menino, um funcionário apenas lhe perguntou sobre seus pais, mas o garoto não disse nada e saiu do estabelecimento sozinho.

EAPE abre processo seletivo com 70 vagas para professores - formadores.

EDITAL Nº 4, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2011.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições, torna pública a realização de Processo Seletivo Simplificado para Professor Formador da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Distrito Federal – EAPE, para o ano letivo de 2012.
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1. O presente Processo Seletivo Simplificado será regido por este Edital.
1.2. O Processo Seletivo Simplificado visará ao provimento de 70 (setenta) vagas para o cargo de Professor Formador nas áreas de atuação dispostas no item 1.4.
1.3. As vagas serão destinadas à atuação nos cursos de formação continuada ofertados pela EAPE,
de acordo com o contido no item 1.4.
3. DOS REQUISITOS BÁSICOS PARA INVESTIDURA NO CARGO
3.1 Ter sido selecionado no Processo Seletivo Simplificado.
3.2 Ser professor/a do quadro efetivo da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, com experiência docente, há, no mínimo, 3 anos.
3.3 Ser portador de título exigido de Especialista, Mestre ou Doutor na área de inscrição ou afim.
3.4 Apresentar documentação comprobatória dos itens declarados no “Currículo Lattes”.
4. DA INSCRIÇÃO
4.1 Período: 04/01/2012 a 08/02/2012.
4.2 Local: no endereço eletrônico www.eape.se.df.gov.br
4.3 Período de entrega de documentação comprobatória à Comissão Examinadora: 04/01/2012
a 08/02/2012.
Edital completo. DODF 02/01/2012 -  seção 3, página 19

Eventos do mês de dezembro/2011 - Discutindo Educação das Relações Raciais no DF





2º Encontro Ifá Aje 2012

2º festival ifá aje de IFA, Brasília 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ORAÇÃO AOS ORIXÁS

Que a irreverência e o desprendimento de Exú nos animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e sim que nós aprendamos que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso! LAROYÊ EXU!!
Que a tenacidade de Ogum nos inspire a viver com determinação,sem que nos intimide com pedras,espinhos e trevas.Sua espada e sua lança,desobstruam nosso caminho e seu escudo nos defenda! OGUM YÊ, meu Pai!
Que ao labor de Oxossi nos estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de nosso próprio esforço.Que suas flechas caiam a nossa frente, às nossas costas, a nossa direita e a nossa esquerda, cercando-nos para que nenhum mal nos atinja. OKÊ ARÔ ODE!!
Que as folhas de Ossanhe forneçam o bálsamo revitalizante que restaure nossas energias, mantendo nossa mente sã e corpo são. EWE OSSANHE!
Que Oxum nos dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.Tal como suas águas doces - que seguem desbravadoras no curso de um rio, entercortando pedras e se precipitando numa cachoeira sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar - assim seja que nós possamos lutar por um objetivo sem arrependimentos. ORA YEYÊO OXUM!!!
Que o arco-íris de Oxumaré tranporte para o infinito nossas orações,sonhos e anseios, e que nos traga as respostas divinas, de acordo com nossos merecimentos. ARROBOBO OXUMARÉ!!
Que os raios de Iansã iluminem nosso caminho e o turbilhão de seus ventos leve para longe de nós aqueles que se aproximam com o intuito de se aproveitarem de nossas fraquezas. EPARREI OYÁ!
Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da lei divina em nosso coração. Seu machado pese sobre nossas cabeças agindo na consciência e sua balança nos incuta o bom senso e o equilíbrio. KAÔ CABELECILE!
Que as ondas de Iemanjá nos descarreguem, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que nos causa dor,e que seu seio materno nos acolha e nos console. ODOYÁ, IEMANJÁ!
Que as cabaças de Obaluaiê tragam não só a cura de nossas mazelas corporais, como também ajudem nosso espírito a se despojar das vicissitudes. ATOTÔ OBALUAIÊ!
Que a sabedoria de Nanã nos dê uma outra perspectiva de vida, mostrando que cada nova existência que temos, seja aqui na terra ou em outros mundos, gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução, e não uma forma de punição sem fim como julgam os insensatos. SALUBA NANÃ!
Que a vitalidade dos Ibejis nos estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que nós não percamos a pureza mesmo que, ao nosso redor, a tentação nos envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim, refinamento moral! ONI IBEJADA!!
Que a paz de Oxalá renove nossas esperanças de que, depois de erros e acertos, tristezas e alegrias, derrotas e vitórias, chegaremos ao nosso objetivo mais nobre,aos pés de Zambi Maior! EPA BABÁ Grande Pai Oxalá!
Que assim seja, porque assim o é, porque assim o será!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CLDF promove discussão sobre artigo 26-A

Amanhã a SEPPIR, a SEEDF ( EAPE) promovem na Câmara Legislativa do DF (plenário), um Fórum sobre as políticas públicas de implementação do artigo 26-A (lei 10.639/2003) da LDB que aponta para a Educação das realções étnico-raciais para o próximo ano. Será das 08 ás 17.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Secretaria de Raça e Sexualidade do SINPRO - DF disponibiliza Projeto.

No site do SINPRO/DF, na página da Secretaria de Raça e Sexualidade, está o Projeto que realizei este ano (2011) na escola em que atuei. O material está na íntegra, inclusive com os planos de aula. O link é:

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caso de racismo provoca polêmica

"Eu me senti envergonhado como cidadão brasileiro, como ser humano e também como educador por fazer parte da mesma sociedade de uma pessoa capaz de algo tão impressionante", diz o sociólogo Afonso Pola, ao ser questionado sobre o caso da aposentada Sandra Aparecida dos Santos, 58 anos, que alega ter sido vítima de injúria racial.

De acordo Sandra, que registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) no 1º Distrito Policial, a professora Iracema Cristina Nakano, de 53 anos, teria alegado que o carro da aposentada era seu e que havia sido furtado há quatro meses.

Apesar das negativas de Sandra, Iracema teria insistido que o carro era dela e dito que "preto para ter um carro assim, só se for roubado". A frase teria sido ouvida pelo marido da aposentada, um policial militar e por mais uma testemunha.

Hoje em dia, na sociedade, conforme explica Afonso, ninguém mais pode alegar qualquer tipo de ignorância em relação a essa questão de diversidade e sobre o respeito que devemos ter com aqueles que são diversos. "Qualquer ser humano que tem uma ação desta deve ser condenado com veemência", aponta.

Apesar de considerar "abominável" a atitude da professora, o sociólogo reconhece que o racismo ainda existe. "Mas é algo que tem de ser combativo cotidianamente. Nós pudemos ver com a divulgação dos dados parciais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que pessoas de diferentes raças, ocupando posições equivalentes, ganham salários diferentes. A gente sabe que existe, mas que tem sido combatido por meio de campanhas públicas", completa.

A própria vítima contou à reportagem que "algum tipo de racismo embutido ainda existe e a gente convive com isso todos os dias, mas este nível de agressão é a primeira vez que eu sofro".

O vereador Geraldo Tomaz Augusto (PMDB) fala que em Mogi das Cruzes tem aumentado os relatos de negros que sofreram algum tipo de discriminação. "Principalmente ao procurar um emprego, como o de recepcionista. Já ouvi diversas vezes a pessoa, que é negra, dizer que foi informada que a vaga estava preenchida só por conta da cor", afirma.

Geraldo, que é advogado, diz que deve procurar a aposentada para representá-la em um processo criminal. "Creio que o próprio delegado que atendeu o caso irá abrir um inquérito, mas se isso não acontecer, vou pessoalmente ao Ministério Público", promete.

Já o presidente da 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marco Soares, classificou a atitude como "odiosa". "Se houver comprovação do crime, a professora terá que ser devidamente punida", alerta.

Iracema Nakano foi procurada pela reportagem, mas o telefone que consta no B.O. não completa a ligação e a linha relacionada ao endereço da professora só chamava.

Fonte: Diário de Mogi
site: http://www.ceerte.org.br/

domingo, 20 de novembro de 2011

20 de Novembro - Dia da Consciência negra

AXÉ!!!

Ontem, a cidade de Salvador foi considerada a "capital negra da América Latina". Na verdade o Brasil é o país mais africanao, fora da África. Porém o que mais chamou a atenção foi o discurso da nossa presidenta Dilma : "...na verdade os afro-descendentes são os que mais sofrem no Brasil, os que mais têm dificuldades para arrumar um emprego digno, sua escolarização é deficitária...".
Fiquei feliz ao perceber que ao menos, oficialmente as autoirdades reconhecem o quanto os descendentes africanos, agora brasileiros precisam ter espaço maior na soceidade e sair desse lócus de condição inferior, que nossa sociedade se esforçou tanto para tentar enquadrá-lo.Precisamos nos render aos feitos de Zumbi, que lutou até a morte por seus ideiais, na certeza de que a causa negra neste país nunca seria esquecida. Parabéns a todos e todas que lutam lado a lado por um país justo e sem racismo.

Reflexões dos alunos de Formosoa - GO. Turma de Complementação Pedagógica, acerca da displina: Currículo

Sobre Currículo da Educação Básica:

- É uma bagagem cultural;
- Deve reconhecer e respeitar a diversidade;
- Os conteúdos devem ser significativos;
- Currículo deve ser flexível e aberto;
- Propor um ensino em que o aluno se perceba;
- Discutir a política atual;
- Currículo é nossa formação de identidade;
- Desconstruir ideias e opiniôes estereotipadas e de cunho racista;
*UM CURRÍCULO PARA FORMOSA:
1- Multicultural;
2- Respeito à crenças, credos e g~eneros;
3- Movimentos culturais (catira, festa da farinha, etc.);
4- Que aprendizado buscamos imprimir em nossos alunos?
5- Didática de ensino voltada para sua vida cotidiana;
6- Valorização do regionalismo local.

Parabéns querid@s alun@s pelas excelentes reflexões!

domingo, 6 de novembro de 2011

Blog do Washigton Dourado traz divulgação do Artigo publicado.

CURRÍCULO E DIVERSIDADE: PROPOSTAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NOS ANOS INICIAIS

06/11/2011
Por: Francisco Thiago
RESUMO
Este artigo apresenta as interfaces entre as teorias curriculares com as práticas pedagógicas relativas à diversidade, especificamente a educação para as relações étnicorraciais, interligadas por uma proposta de formação continuada dos profissionais da educação nos anos iniciais. Os temas serão sustentados por meio do estudo das ideias de teóricos e pesquisadores como: Tomaz Tadeu da Silva (1995; 2008), Torres Santomé, J. (1998) Gimeno Sacristán (1995:2000), Lívia F. F. Borges (2010), Nilma Lino Gomes (2008), Eliane Cavalleiro (2000), Kabengele Munanga (2008), entre outros. O objetivo é analisar como o assunto diversidade tem sido pensando e se materializado nos currículos dos anos iniciais da Educação Básica. Outro aspecto interessante é analisar a formação continuada dos educadores, sobretudo no item que direciona para a aplicabilidade do artigo 26-A da LDB, que aponta para a educação das relações étnicorraciais.
PALAVRAS-CHAVE: Currículo; Diversidade; Formação Continuada; Anti-racismo.
* Francisco Thiago Silva -Professor da SEEDF/Ceilândia-Brasília-DF
Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira
Aluno Especial do Mestrado – FE- UNB
Membro do grupo de pesquisa GERAJU (Gênero, raça e juventude)- FE/UNB
Blog:  http://professorfranciscothiago.blogspot.com/ 
Email: fthiago2002@yahoo.co m.br
 

Mesa redonda: O ensino de história e as temáticas da diversidade - FE/UNB

Convido a todas/os para uma Mesa-Redonda organizada para a disciplina
"História, Identidade e Cidadania" (turmas B e C)


TEMA: O ENSINO DE HISTÓRIA E AS TEMÁTICAS DA DIVERSIDADE.

PALESTRANTES:

Prof. Michael Laiso Felix  - Intolerância religiosa no Distrito
Federal: Religiões de matriz africana.
Representante do FOAFRO - Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito
Federal e Entorno;Historiador e especialista em História da Àfrica e
Cultura Afro-brasileira.

Profa  Ana Paz - Educação escolar indígena e educação indígena
DOUTORANDA PPGE/UnB

Dra. Maria Lídia Bueno - Abordagens sobre a Educação de Jovens e
Adultos e  o Ensino de Geografia, no Distrito Federal.
Antropóloga, Geógrafa, doutora em educação, profa de Geografia Fe/UnB

Mediadora: Dra. Renísia Cristina Garcia Filice (Historiadora,
especialista em Filosofia e doutora em Educação)

DIA - 08/11/2011
LOCAL: SALA PAPIRUS
HORARIO: 19:00- 22:00 HS.

PUBLICO ALVO - ESTUDANTES DAS DISCIPLINAS DE HISTÓRIA E INTERESSADOS/AS.