quarta-feira, 22 de março de 2017

Turmas confirmadas ! Curso TGD

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE HISTÓRIA: REFLEXÕES DOCENTES

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE HISTÓRIA: REFLEXÕES DOCENTES

Francisco Thiago Silva / Laryssa Vasconcelos / Robson Carlos Casagrande


Resumo: Analisamos neste texto as impressões que os professores de história da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal têm sobre o processo de implantação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC, no que diz respeito ao ensino de sua disciplina. Compreendemos o campo curricular a partir das contribuições da teoria crítica (SILVA, 2011) a despeito da necessidade em discernir quem determina e em larga medida qual é o conhecimento válido que povoa um documento tão importante como a BNCC. Estruturamos o texto da seguinte maneira: iniciamos com os conceitos que perfilam o campo curricular, o colocando como um “território contestado” (MOREIRA; TADEU, 2006), em seguida discutimos os aspectos históricos e legais que cercam a proposta da BNCC, após debatemos as implicações da proposta para a prática curricular do ensino de história e finalizamos com a análise dos dados coletados a partir de questionário aplicado com sete docentes da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. O estudo apontou as fragilidades da Base Nacional Comum Curricular a partir do componente curricular de história, sobretudo porque os agentes modeladores do currículo ficaram estranhos ao processo de elaboração da política e a possível aprovação da mesma poderá resultar em mais uma tentativa de transposição legislativa do currículo, já que nem mesmo as Diretrizes Curriculares Nacionais, nas suas mais diversas esferas, conseguiram alcançar plenamente seus objetivos.

Palavras-chave: Base Nacional Curricular Comum, Ensino de História.
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*Revista do Centro Universitário Projeção - DF publica novo artigo sobre a BNCC.
Link da publicação:  Artigo Completo - BNCC




domingo, 19 de fevereiro de 2017

“Práticas de combate ao machismo na escola”

Prof. Dtnd. Francisco Thiago Silva – SEDF / UniProjeção[1]

         Desde que Eva - a figura bíblica do gênesis - decidiu tomar uma decisão autônoma, sem a devida consulta e/ou permissão de Adão - primeira criatura - e imagem “masculina” à semelhança do criador que resultou na expulsão de ambos do paraíso, a figura feminina passou a representar o próprio pecado na construção do pensamento cristão ocidental. Sendo responsabilidade eterna da mulher na Terra obedecer a seu senhor, gerar filhos “machos” e ser submissa em toda sua existência, como um meio de redimir a escolha da primeira mulher que habitou a Terra.
         Muitos séculos passaram desde então e o cenário atual de início do século XXI demonstra que a famosa passagem bíblica e seus desdobramentos já não representa nossa realidade. As mulheres em suas diferentes representações de raça, classe, cor, gênero e sexualidade tomam as próprias decisões e galgam o seu espaço no mercado de trabalho e na sociedade. Embora o mito religioso em torno de Adão e Eva ainda gravite em torno das relações parentais, patriarcais e machistas que sustentaram o Brasil, desde a invasão portuguesa. Muitos ainda são os casos de feminicídio, violência doméstica, estupros e assédio em nossa sociedade que alimentam o fenômeno social do machismo e do sexismo.  
         A Lei Nº 5.806, de 26 de janeiro de 2017, publicada no DODF é mais uma tentativa de reforçar na Rede Pública de Ensino práticas de combate às manifestações discriminatórias contra as mulheres. E antes que muitos e muitas possam refutar a matéria da Lei, a partir do senso comum, é preciso problematizar algumas questões que fazem parte da discussão: foram as mulheres que mais sofreram com o patriarcalismo no Brasil – isso, entretanto, não as torna simples vítimas, mas sujeito de sua própria história-, portanto é um equívoco imaginar que devam existir ações de enfrentamento a uma suposta superioridade feminina com relação à masculina; é recomendado cautela ao usar o termo “empoderamento”, isso na prática significa tirar o poder de um grupo e passar a outro que, alterando de forma maniqueísta nesta relação social; as questões feministas se perdem quando são totalmente desvinculadas das de raça e classe.
         Na verdade o que se deve buscar, sobretudo na educação, é a rescrita da história da mulher no Brasil e a ampliação de debates que possam formar estudantes comprometidos com esta pauta, independente do sexo e/ou gênero a que pertençam.
         É preciso reforçar que nas últimas duas décadas, especificamente, o assunto tem povoado a agenda e tem se materializado em algumas políticas públicas que fizeram avançar a temática no campo educacional e curricular. Podemos citar algumas delas: os textos legais da CF/88, da LDB/96, dos PCN’S/97, as extintas SECADI, SEPM e SEPPIR, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, etc. No cenário local há a previsão de ações de combate ao racismo e ao machismo na Lei Orgânica, no PPP da SEDF, no Currículo em Movimento da SEDF, por meio de atividades e projetos pedagógicos (realizados em muitas escolas), cursos de aperfeiçoamento como o “Vidas Plurais” e o “GDE – Gênero e Diversidade na Escola” realizados pela parceria SEDF e UnB já formaram inúmeros profissionais da educação.
         A Lei é mais um instrumento normativo que poderá consolidar essas práticas. Porém, enquanto o assunto não fizer parte do Projeto Pedagógico das Instituições de Ensino, com ampla participação de toda a comunidade escolar, teremos práticas isoladas e descoladas das grandes questões que fazem parte do item. O caso é que racismo, machismo, feminismo, gênero, sexualidade e outros temas considerados ainda polêmicos só avançam se estiverem estruturando o currículo escolar e o da formação das professoras e professores em seus diferentes níveis.



[1] Doutorando em Educação e Currículo pela Faculdade de Educação – UnB. Mestre em Educação e Currículo (UnB). Especialista em História e Cultura Afro-brasileira. Graduado em História e Pedagogia. Professor da SEDF e do Centro Universitário Projeção. E-mail: fthiago2002@yahoo.com.br. Blog: http://professorfranciscothiago.blogspot.com.br/


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Entrega de exemplares de livro na Reitoria do UniProjeção

A obra  “Formação do professor de História: pesquisa e prática docente”,  organizado pelos professores Carla Ferrer e Francisco Thiago, nasceu a partir da necessidade de compreender o papel da pesquisa e da prática docente como categorias indissociáveis que estruturam os cursos de licenciatura em História. O livro reflete o esforço dos organizadores em tornar público pesquisas singulares de seus orientandos abrigadas no curso de graduação de licenciatura em História defendidas no 1º/2016 no âmbito do Centro Universitário Projeção – UNIPROJEÇÃO- Campus I, em Taguatinga. A obra  faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Ensino e Pesquisa: Diálogos e Práticas Acadêmicas na Formação de Professores,  liderado pela professora  Francisca Carla Santos Ferrer e tendo como vice-líder justamente o professor Francisco Thiago Silva. 

Entrega de exemplares ao Reitor e à Pró-reitora acadêmica

Na sexta, 9, à tarde, Ferrer e Thiago estiveram na DED- Diretoria de Educação do Grupo Projeção para entregar exemplares da obra ao Reitor do Centro Universitário Projeção e diretor de Educação do Grupo Projeção, professor José Sérgio de Jesus; e à Pró-reitora Acadêmica do UniPROJEÇÃO e diretora acadêmica da Educação  Superior, professora Roberta Gontijo. Os dois dirigentes comentaram a obra. “A publicação do livro pelos professores Carla Ferrer e Francisco Thiago mostram claramente a solidez do compromisso da Educação Superior Projeção com a pesquisa e a prática docente”, disseram. VEJA FOTOS:



Fonte: Link do site UniProjeção

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Texto para estudo - CONCURSO - PROFESSOR EFETIVO / SEDF - 2016

As Teorias do Currículo na perspectiva de Tomaz Tadeu da Silva e o “Currículo Prescrito”

Francisco Thiago Silva/ UNB - SEDF- UniProjeção

Ao se analisar o currículo, termo que para Lopes e Macedo (2011) aparece pela primeira vez em 1863, mas que somente a partir de 1900 com o início da industrialização americana e em 1920 com o movimento da Escola Nova no Brasil começam  os estudos teóricos do campo curricular.
            Para melhor conceituá-lo Silva (2011) acredita que seja possível fazer a análise a partir de três perspectivas, ou seja, a forma de se compreender o significado de currículo indica uma concepção teórica de educação que se tem: tradicionalcrítica e pós-estruturalista ou pós-crítica.
Na perspectiva tradicional a ênfase está nos professores, que ensinam e os alunos aprendem, existe uma avaliação classificatória onde os objetivos, métodos e procedimentos são desenvolvidos pensados somente na obtenção de resultados, em ter uma "produção mais eficiente”.
Na teoria crítica, sustentada por autores marxistas, da Escola de Frankfurt e da Nova Sociologia da Educação, desloca-se a ênfase de conceitos pedagógicos de ensino e aprendizagem para conceitos como ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe, capitalismo, relações sociais de produção, emancipação e libertação, aparece o currículo oculto como ações que acontecem na escola que não estão escritas, mas fazem parte do cotidiano como se fosse uma verdade prescrita
Para os pós-críticos ou pós-estruturalistas o currículo estará vinculado à questão de identidade, olhar o outro como parte que constitui o sujeito, alteridade, as questões das diferenças e subjetividade, cultura, as narrativas de gênero, raça, etnia, sexualidade, o multiculturalismo.
Dentro dessa perspectiva epistemológica, o conceito de Currículo Prescrito, precisa ser elucidado, na perspectiva de Sacristán (2000, p. 147): "[...] tem impacto importante para estabelecer e definir as grandes opções pedagógicas regula o campo de ação e tem como consequência o plano de um esquema de socialização profissional através da criação de mecanismos de alcance prolongado."
Neste texto não se pretende colocar uma posição contrária ao Currículo Prescrito, antes, entendemos que cabe ao Estado definir os conteúdos mínimos e válidos para seu sistema de ensino. Sem, no entanto, invizibilizar a atuação do professor. Tal atitude pode desencadear um desestímulo do profissional, que não percebe sua identidade na proposta curricular, e consequentemente a mesma não diz respeito à sua prática e ao desenvolvimento de seu trabalho.
É necessário, que se levante um questionamento central: o documento curricular é prescrito por quem? É importante haver prescrição e regulação com a participação do professor em toda a construção curricular, caso contrário a escolarização poderá deixar lacunas no processo de desenvolvimento da aquisição dos conteúdos mínimos que dificilmente serão sanadas quando o aluno não tem acesso aos bens culturais e conhecimentos construídos socialmente.
Sacristán (2000) defende que a competência profissional de desenvolver o currículo é uma das atribuições do professor e que “[...] o caráter inoperante das prescrições curriculares na definição da prática e a debilidade profissional dos professores farão com que essa distribuição seja desigual e favorável aos meios tradutores do currículo [...] a desprofissionalização dos docentes é inevitável." (ibidem, p. 154)
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Referências consultadas:
 

LOPES, Alice Casimiro; e MACEDO, Elizabeth. Teorias de Currículo, São Paulo: Cortez, 2011.



          SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática, 3ª Ed. Porto       Alegre:ArtMed,       2000.  

         SILVA, Tomaz Tadeu. Documento de Identidades: uma introdução às teorias do currículo.,Belo Horizonte; Autêntica, 2011.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Semana da Diversidade UniProjeção / Taguatinga, DF - Nov. 2016

*Oficina de "Representações dos orixás" e lançamento do livro que organizei em parceria com a professora Dra. Carla Ferrer. 













quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Lançamento de livro!!!




No dia 10 de novembro serão realizados eventos acadêmicos organizados pela Escola de Formação de Professores (cursos de licenciatura do UniProjeção) e pelo Núcleo de Desenvolvimento Científico. O objetivo é fomentar a divulgação da pesquisa acadêmica no âmbito das licenciaturas.  Trata-se da III Semana de Desenvolvimento Científico e do  I Colóquio de Ensino de Pesquisa em Licenciatura. O Colóquio faz parte da “Semana de Vivências e Práticas Pedagógicas” (Semana da Diversidade)  que  será realizada simultaneamente, também pela EPROF.

Durante a primeira parte do colóquio,  haverá o lançamento do livro, “Formação do professor de História: pesquisa e prática docente”,  organizado pelos professores Carla Ferrer e Francisco Thiago. A publicação nasceu a partir da necessidade de compreender o papel da pesquisa e da prática docente como categorias indissociáveis que estruturam os cursos de licenciatura em História.  A obra reflete o esforço dos organizadores em tornar público pesquisas singulares de seus orientandos abrigadas no curso de graduação de licenciatura em História defendidas durante o primeiro semestre de 2016 no âmbito do Centro Universitário Projeção - UNIPROJEÇÃO - Campus I.
O produto faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Ensino e Pesquisa: Diálogos e Práticas Acadêmicas na Formação de Professores,  coordenado pela professora  Francisca Carla Santos Ferrer. O grupo surgiu no primeiro semestre de 2015.

Na segunda parte do Colóquio haverá apresentação de trabalhos produzidos pelos estudantes regulares e egressos dos cursos nos seguintes Simpósios Temáticos: I – Metodologia e Ensino de História; II – Currículo e Formação de professores; III – A pesquisa histórica com revisão histórica e IV – Ensino e Pesquisa em Geografia.  

Fonte: http://projecao.br/Faculdade/Noticias/Ler/26263/eprof-realiza-semana-de-desenvolvimento-cientifico-e-coloquio-de-ensino-de-pesquisa-em-licenciatura