terça-feira, 29 de outubro de 2013

“As dimensões do campo curricular ” (MATERIAL DE ESTUDO)



Francisco Thiago Silva[1]

         O último século trouxe diversas contribuições para a epistemologia educacional, sobretudo fez nascer um campo que a cada dia tem atraído estudiosos e provocado intensos debates, pois suas manifestações e desdobramentos resultam em políticas educacionais que influenciam toda a prática pedagógica:o campo curricular.
Para melhor conceituá-lo Silva (2011) acredita que seja possível fazer a análise a partir de três perspectivas, ou seja, a forma de se compreender o significado de currículo indica uma concepção teórica de educação que se tem: tradicional, crítica e pós-estruturalista ou pós-crítica.
Na perspectiva tradicional a ênfase está nos professores, que ensinam e os alunos aprendem, existe uma avaliação classificatória onde os objetivos, métodos e procedimentos são desenvolvidos pensados somente na obtenção de resultados, em ter uma "produção mais eficiente”.
Na teoria crítica, sustentada por autores marxistas, da Escola de Frankfurt e da Nova Sociologia da Educação, desloca-se a ênfase de conceitos pedagógicos de ensino e aprendizagem para conceitos como ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe, capitalismo, relações sociais de produção, emancipação e libertação, aparece o currículo oculto como ações que acontecem na escola que não estão escritas, mas fazem parte do cotidiano como se fosse uma verdade prescrita.
Para os pós-críticos ou pós-estruturalistas o currículo estará vinculado à questão de identidade, olhar o outro como parte que constitui o sujeito, alteridade, as questões das diferenças e subjetividade, cultura, as narrativas de gênero, raça, etnia, sexualidade, o multiculturalismo.
É necessário elucidar também outras dimensões do currículo, além de suas concepções teóricas, a saber:
- Fases/níveis do currículo (SACRISTÁN, 2000):
·         O currículo prescrito;
·         O currículo apresentado aos professores;
·         O currículo modelado pelos professores;
·         O currículo em ação;
·         O currículo realizado;
·         O currículo avaliado.

- O currículo Coleção (BERNSTEIN, 1977): Modelo linear sem integração de áreas e conhecimento. Currículo passa a ser uma listagem de conteúdos que não conversam.
- O currículo Integrado (BERNSTEIN, 1977; SANTOMÉ, 1998): Os conteúdos são relevantes e integrados por eixos, áreas ou campos.

- Reflexões sobre o “Currículo em Movimento da SEDF” e sobre o campo curricular:

·         Não há clareza teórica e metodológica na proposta curricular da SEDF;
·         Fragilidade na proposta de educação integral;
·         A participação do professor é silenciada;
·         Áreas? Disciplinas? Matérias? Campos?
·         Onde estão os objetivos educacionais?
·         Os blocos em algumas áreas se repetem, mesmo em diferentes anos, não há dosagem de conteúdo;
·         Sem levar em conta as condições de trabalho dos profissionais da educação, com o devido investimento em políticas públicas e não mais na descontinuidade política (campo curricular e educacional) do DF, a qualidade e mudança que se tenciona serão reduzidas a mais um documento curricular, entre tantos.
·         CURRÍCULO E FORMAÇÃO DOCENTE DEVEM CAMINHAR JUNTOS;
·         AINDA VIVEMOS A “ERA MODERNA” COM TODAS AS CONTRADIÇÕES DO SISTEMA ECONÔMICO CAPITALISTA.
É necessário, que se levante um questionamento central: o documento curricular é prescrito por quem? É importante haver prescrição e regulação com a participação do professor em toda a construção curricular, caso contrário à escolarização poderá deixar lacunas no processo de desenvolvimento da aquisição dos conteúdos mínimos que dificilmente serão sanadas se o aluno não tiver acesso aos bens culturais e conhecimentos construídos socialmente.
         Encerramos este ensaio esperando que as reflexões aqui elencadas ventilem positivamente a formação inicial dos pedagogos. Portanto nos apropriamos de um dos conceitos críticos de currículo que deve acompanhar a formação profissional docente: “[...] novo pensar sobre o currículo: como um conjunto de práticas culturais, políticas, significativas e vivas, para todos os atores sociais envolvidos com a prática educativa”. (SILVA, 2011b, p. 43)
_______________________________________________
Referências Bibliográficas
- BERNSTEIN, B. Clases, códigos y control: Hacia uma teoria de las transmisiones educativas. Madri: Akal, 1977.
- SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática, 3ª Ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
- SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
- SILVA, Tomaz Tadeu. Documento de Identidades: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte; Autêntica, 2011.
- SILVA, Francisco Thiago Silva; Currículo e Diversidade: propostas para uma educação antirracista nos anos iniciais. Revista Brasileira de Educação e Cultura. Centro de Ensino Superior de São Gotardo. Número IV. JUL-DEZ, 2011b.
- SILVA, Francisco Thiago e SILVA; Leda Regina Bitencourt da. Currículo prescrito e trabalho docente: desprofissionalização dos professores na Educação Básica do Distrito Federal. BELO HORIZONTE: UFMG, 2012.


[1] Mestrando em Educação pela Universidade de Brasília, sob orientação da profa. Dra. Lívia Borges. Membro dos grupos de pesquisa GEPPHERG e CURRÍCULO, FE/UnB. Especialista em História Afro-brasileira e Africana pela Faculdade Phenix, graduado em História pela Faculdade Projeção-DF e Pedagogia pela FACEL-PR. Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal desde 2005. E-mail para contato: fthiago2002@yahoo.com.br.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

II Seminário do Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça – GPPGeR/UnB

A Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, por meio do Geppherg – Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e de Gênero realiza o II Seminário do Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça – GPPGeR , no dia 26 de outubro de 2013, das 8h às 12h, no Auditório Dois Candangos da Faculdade de Educação.
O evento conta com a participação das professoras convidadas Profª Drª. Shirleide Silva Cruz – Faculdade de Educação da Universidade de Brasília/ UnB e Profª Drª Auxiliadora Maria Martins – Universidade Federal de Pernambuco/ UFPE ampliando o debate sobre a gestão de políticas públicas.
Além disso, teremos o lançamento dos livros PROEJA -Transiarte: Construindo Novos Sentidos para a Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores. Organizadores: Prof. Dr. Lucio Teles, Prof. Dr. Remi Castioni e Prof. Dr. Renato Hilario dos Reis e o Boletim Políticas sociais- acompanhamento e análise. Organizador: Ipea / Josenilton Marques da Silva.

AULÃO TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS!!!


sábado, 12 de outubro de 2013

CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA

Oferecido pela Faculdade de Educação - UnB, o curso Gênero e Diversidade na Escola GDE se insere na modalidade de formação continuada de profissionais da educação. O curso terá duração de 200 horas sendo 40 horas diretas e 160 na modalidade a distância.
CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O tempo é seu capital, saiba utilizá-lo.Venha fazer Aulão para atividades -

5.4 .Metodologia de Projetos: interdisciplinaridade e globalização do conhecimento.
Data: 04 de outubro de 2013
Horário: 19 h ás 22h

Reserve sua vaga, pois elas são limitadas !

Informações: 3964-5688 e 9211-8313

Atenciosamente

Conceição Madeiro

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ATUALIDADES - CONCURSO / SEDF:




Lei de cotas

por Portal Brasil — publicado 29/11/2012 11:30, última modificação 29/11/2012 12:46
Vagas reservadas às cotas são 50% do total oferecido instituição, subdivididas em: metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar bruta igual ou inferior a um 1,5 salário mínimo per capita e metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a 1,5 salário mínimo. Os dois consideram o percentual mínimo correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no estado.
 
Válido inicialmente por dez anos a partir de agosto de 2012, o regime de cotas sociais no ensino brasileiro garante 50% das vagas das universidades federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia aos alunos que estudaram durante todo o ensino médio em escola pública. Por isso, está excluído do sistema quem estudou em escola particular, mesmo que por curto período.
Cotas sociais
As cotas sociais permitem que os estudantes brasileiros das escolas públicas, grande parte deles com baixa renda familiar, tenham melhores condições de ingressar nas universidades públicas.
O total de vagas designadas aos alunos egressos de escolas públicas é dividido da seguinte forma: metade para estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e metade para aqueles com renda familiar superior a 1,5 salário mínimo.
Para cada uma dessas condições de renda, um percentual das vagas é destinado a quem se autodeclarar preto, pardo ou indígena na mesma proporção em que esses segmentos são encontrados no estado onde está instalada a instituição de ensino, de acordo com o mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cotas raciais
Incluídas nas cotas sociais, as cotas raciais são uma das principais medidas afirmativas adotadas em defesa da população afro-brasileira, pois proporcionará a inserção de maior contingente de negros na rede universitária do País. Afinal, há historicamente grande desproporção no número de universitários brancos (31,1%), pardos e pretos (13,4% e 12,8%, respectivamente), de acordo com Censo 2010 do Ministério da Educação.
O critério da raça é autodeclaratório, assim como ocorre com o censo demográfico e demais políticas de afirmação no Brasil. Assim, ficam proibidas bancas de avaliação de cor, por exemplo.
No entanto, é dever das instituições de ensino conferir a veracidade das informações sobre a renda familiar e dos documentos exigidos para a matrícula. Para isso, poderão ser realizadas entrevistas e visitas em domicílio, consultas a cadastros em bancos de dados socioeconômicos, extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e contracheques. Segundo a lei, a prestação falsa de informações culminará no cancelamento da matrícula.
As universidades terão quatro anos para se adaptar e cumprir integralmente a reserva de metade das vagas. Já em 2013, devem reservar no mínimo 12,5% das vagas de cada curso e turno aos cotistas.

Nos primeiros quatro anos, a contar a partir de agosto de 2012, os estudantes inscritos podem concorrer simultaneamente pelo critério de cotas e pelo de ampla concorrência, uma vez que as vagas serão oferecidas gradativamente. A lei permite que as universidades preencham primeiramente as matrículas do sistema universal, inclusive por estudantes oriundos de escolas públicas que tenham bom desempenho, liberando assim mais vagas para cotistas.
As reservas de vagas nas instituições federais serão acompanhadas e avaliadas por um comitê, composto por dois representantes do Ministério da Educação (MEC), dois representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), além de um integrante da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A Lei de Cotas obriga o mínimo de aplicação das vagas, mas as universidades federais têm autonomia para instituir reservas de vagas suplementares, por meio de políticas específicas de ações afirmativas.
Saiba mais:
Tire aqui as suas dúvidas sobre o sistema de cotas

ATUALIDADES - CONCURSO / SEDF: "Pedagogia da problematização"

Ethos - O que diferencia um povo é o seu ethos, sua cultura. É o lugar a partir do qual notamos o mundo, cuja demonstração objetiva deve ser o Estado. É lá que o indivíduo se encontra e se reconhece. A educação só terá acepção se colocar o contexto da cultura na essência da escola como ascensão da condição de consciência. A historicidade então, é condição para conhecer qualquer ser. “Eu sou eu e minhas circunstâncias” (Ortega y Gasset).
A reflexão é um atributo necessário ao professor, especialmente, quando aceita uma maneira de busca, de pesquisa, de avaliação, de aprimoramento permanente. Quando o professor busca a pedagogia da problematização, isso não quer dizer nem transmissão de conhecimentos ou verdades prontas no domínio do desenvolvimento científico, tecnológico, das ciências sociais e humanas. Nem exercício de habilidades mecânicas ou repetitivas, mas um procedimento que seja capaz de desenvolver no educando atitudes. Então quando a busca é pela pedagogia da problematização educar não é instruir ou exercitar ou só transmitir conhecimentos, mas problematizar. Continua a ser claro, também que cada modelo pedagógico, e todas as estratégias de ação e estilos de trabalho, possuem sua maneira de ser.
A pedagogia da problematização passa a ser agente de transformação; observação da realidade em si; transformação individual e social ligadas; resultados sociais; a realidade social é ponto de partida e de chegada; o procedimento criativo de ação-reflexão sobre uma determinada aparência, ressaltada ou vivenciada, será traduzida em nova ação mais organizada; e é mais flexível em ocasionar intencionalmente alguma transformação na realidade.
A aprendizagem eficaz vem da analogia da teoria versus fenômenos concretos e reais. Então a problematização das dificuldades pedagógicas do cotidiano escolar, a pesquisa qualitativa envolvendo educadores, educandos e comunidade, a seleção de assuntos locais (dificuldade, desordem, incoerência), a construção interdisciplinar de conteúdos a partir da contextualização da realidade local, a organização dialógica da prática pedagógica, a articulação de métodos pedagógicos transformadores da realidade concreta, e avaliação permanente das políticas curriculares e das práticas pedagógicas, se transformam em investigação, problematização, sistematização, apreensão crítica, e plano de ação.
A educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura. Os alunos já trazem suposições, concepções sobre o mundo, de onde deve partir a interferência pedagógica, o professor levanta o que os alunos já sabem e o que ainda não sabem sobre o tema, a partir das questões elencadas nesta fase, o projeto é organizado pelo grupo. É exatamente nessa ocasião em que se criam as estratégias para procurar as respostas às questões e hipóteses levantadas, eis aí a Pedagogia da problematização.
Por Amélia Hamze
Colunista
Brasil Escola
fonte:  http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/pedagogia-problematizacao.htm

Curso: Leitura do Desenho Infantil - 180 h

O curso destina-se a todos os profissionais de educação que desejam ter conhecimentos relacionados a leitura e interpretação do desenho infantil.

Será uma oportunidade de discutirmos propostas nesta área.
Peço que divulguem a todos os profissionais de sua escola.

LOCAL DO CURSO: Gama/DF

INÍCIO: matrícula abertas !

HORÁRIO DAS AULAS: 14h ás 17 h ( um encontro semanal )

INSCRIÇÃO NA AVENIDA CENTRAL BLOCO 372- NÚCLEO BANDEIRANTE ( CASO TENHA UM GRUPO DE PROFESSORES, IREMOS ATÉ SUA ESCOLA).

INVESTIMENTO: R$ 5 x 90,00
PROFESSORA: Vanisia Botelho ( Especialista em Psicopedagogia Clínica , Neuropedagogia , Atendimento Educacional Especializado, Transtornos Funcianais e Orientação Educacional ).

Informações: 3964-5688 /9211-8313
E-mail: diretoria@ethikoseducar.com.br

Curso devidamente credenciado a Secretaria de Educação do DF – Processo nº 080.00.8565/2010


 Foto: Curso: Leitura do Desenho Infantil - 180 h

O curso destina-se a todos os profissionais de educação que desejam ter conhecimentos relacionados a leitura e interpretação do desenho infantil.

Será uma oportunidade de discutirmos propostas nesta área.
Peço que divulguem a todos os profissionais de sua escola.

LOCAL DO CURSO: Gama/DF

INÍCIO: matrícula abertas !

HORÁRIO DAS AULAS: 14h ás 17 h ( um encontro semanal ) 

INSCRIÇÃO NA AVENIDA CENTRAL BLOCO 372- NÚCLEO BANDEIRANTE ( CASO TENHA UM GRUPO DE PROFESSORES, IREMOS ATÉ SUA ESCOLA).

INVESTIMENTO: R$ 5 x 90,00 
PROFESSORA: Vanisia Botelho ( Especialista em Psicopedagogia Clínica , Neuropedagogia , Atendimento Educacional Especializado, Transtornos Funcianais e Orientação Educacional ).

Informações: 3964-5688 /9211-8313
E-mail: diretoria@ethikoseducar.com.br

Curso devidamente credenciado a Secretaria de Educação do DF – Processo nº 080.00.8565/2010

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Reflexões sobre o “II Seminário Currículos,


Aldriana Azevedo/ FE- UnB

Francisco Thiago Silva/ FE- UnB

Helena Narciso da Silva / FE- UnB

 

         Durante os três dias que marcaram o evento pudemos perceber a relevância que o campo curricular tem despertado nos sujeitos comprometidos com o processo pedagógico. Os temas centrais abordados foram: cotidiano, identidade, alteridade, diferença, subalternidade, interculturalidade.

No entanto a tônica do NUPEC[1]-Grupo que organizou o evento foi elevar o debate em torno das concepções epistemológicas pós-críticas do currículo, sobretudo com ênfase nos estudos pós- estruturalistas de autores como: Focault, Gilles Deleuze e Michel de Certeau.

Entendemos que o diálogo entre as diferentes concepções curriculares[2], a saber: Tradicional, Crítica e Pós-Críticas enriquecem a construção pedagógica que se intenta realizar. Como pesquisadores do campo curricular sustentados pelas teorias críticas, notoriamente a atmosfera acadêmica local transcorreu a necessidade de que tal diálogo de materializasse.

Com isso, reafirmamos nossos pressupostos pautados, sobretudo,  pelos teóricos da NSE[3] e da Escola de Frankfurt[4]: vivemos ainda uma época moderna com todos os seus dilemas; nosso atual sistema econômico continua sendo o capitalismo e consequentemente suas marcas: exploração e dominação. As metanarrativas ainda são necessárias para desvelar a realidade concreta que cerceiam o ambiente escolar e permeiam com diferentes visões o currículo e inúmeras manifestações.

Assim, ponderamos a necessidade contínua da promoção de espaços de discussão que propiciem debates profícuos em torno do currículo, mas que não subsuma as concepções que o rodeiam, e seus teóricos, a fim de cumprir a função primordial da educação: constituir seres humanos emancipados capazes de superarem política, social e economicamente as contradições de nossa sociedade atual.

 

Vitória, 18 de setembro de 2013.

 

 

 

                                                                                            



[1] Núcleo de Pesquisa e Extensão em Currículo, Cultura e Cotidiano. 
[2] Segundo SILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
[3] Nova Sociologia da educação/ Inglaterra.
[4] Grupo de estudiosos alemães da teoria marxista, responsáveis por elaborar as bases da chamada “teoria crítica”.  

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CURRÍCULO, FORMAÇÃO DOCENTE E DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA

 Francisco Thiago Silva/UnB


RESUMO: O Brasil apresenta-se como uma das grandes potências econômicas mundiais, mas também como uma das nações mais desiguais do planeta, inúmeros grupos e classes sociais vivem numa realidade que em nada reflete a atual posição do país frente a outras economias pelo mundo. Dentre tantos excluídos, a população afro-brasileira, apesar da mobilização política em várias frentes, desde o início de sua escravidão em nosso território, objetiva visibilizar e elevar os debates em torno da construção de uma sociedade antirracista, isto passa pela educação, onde por vezes é visível a tentativa de incluir nas práticas pedagógicas, ideias que insiram a população negra em esferas inferiores. Prova mais uma vez de que o ato de educar e as manifestações curriculares são o reflexo das relações de poder, que emanam da sociedade, que tem grupos e classes detentores de diferentes esferas desse poder. Passada uma década desde a promulgação da Lei Federal 10.639/2003 que acrescentou o artigo 26-A em nossa Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 - que trata da Educação das Relações Étnico-Raciais - diversas tentativas de implementação nos estados da federação estão ocorrendo. Diretrizes Curriculares foram criadas, políticas de formação de professores aconteceram, porém ainda verifica-se uma invisibilidade da temática nos documentos curriculares, ao passo que as práticas desenvolvidas nas escolas reduzem-se a ações isoladas e de pouco impacto (Filice, 2011; Gomes, 2008). O presente trabalho tem por objetivo discutir a formação docente sob uma perspectiva crítica das teorias do currículo, com vistas a refletir sobre a atuação profissional de professores na Educação Básica, para a construção de uma Educação das Relações Étnico-Raciais. O artigo foi realizado metodologicamente por meio de estudo documental e bibliográfico sobre a temática, sustentado por autores como: Gomes (2008, 2009, 2010a, 2010b e 2011), Munanga (2008), Cavalleiro (2000), Moreira (1999), Silva (2008), Carr; Kemmis (1987) e Silva (2005), Os escritos estão organizados da seguinte forma: breve contextualização da temática, conceituação dos termos “diversidade” e “diversidade étnico-racial”, contradições entre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica brasileira e a formação de professores e o debate em torno de uma proposta curricular que possibilidade a formação de um educador para a diversidade que promova por meio de sua atuação pedagógica uma educação antirracista e emancipatória, suscitando o inconformismo com projetos e ideias que apostem somente nos processos de emancipação social. Diante desses pressupostos, poderá ser possível a construção de uma Pedagogia da Diversidade.

PALAVRAS-CHAVES: Currículo, Formação Docente, Diversidade e Antirracismo. 


_____________________________
Resumo do texto apresentado em Vitória - ES, UFES. Set/2013.

sábado, 7 de setembro de 2013

Texto para estudo - CONCURSO - PROFESSOR EFETIVO / SEDF - 2013



As Teorias do Currículo na perspectiva de Tomaz Tadeu da Silva e o “Currículo Prescrito”

Francisco Thiago Silva/ UNB - SEDF

Ao se analisar o currículo, termo que para Lopes e Macedo (2011) aparece pela primeira vez em 1863, mas que somente a partir de 1900 com o início da industrialização americana e em 1920 com o movimento da Escola Nova no Brasil começam  os estudos teóricos do campo curricular.
            Para melhor conceituá-lo Silva (2011) acredita que seja possível fazer a análise a partir de três perspectivas, ou seja, a forma de se compreender o significado de currículo indica uma concepção teórica de educação que se tem: tradicional, crítica e pós-estruturalista ou pós-crítica.
Na perspectiva tradicional a ênfase está nos professores, que ensinam e os alunos aprendem, existe uma avaliação classificatória onde os objetivos, métodos e procedimentos são desenvolvidos pensados somente na obtenção de resultados, em ter uma "produção mais eficiente”.
Na teoria crítica, sustentada por autores marxistas, da Escola de Frankfurt e da Nova Sociologia da Educação, desloca-se a ênfase de conceitos pedagógicos de ensino e aprendizagem para conceitos como ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe, capitalismo, relações sociais de produção, emancipação e libertação, aparece o currículo oculto como ações que acontecem na escola que não estão escritas, mas fazem parte do cotidiano como se fosse uma verdade prescrita
Para os pós-críticos ou pós-estruturalistas o currículo estará vinculado à questão de identidade, olhar o outro como parte que constitui o sujeito, alteridade, as questões das diferenças e subjetividade, cultura, as narrativas de gênero, raça, etnia, sexualidade, o multiculturalismo.
Dentro dessa perspectiva epistemológica, o conceito de Currículo Prescrito, precisa ser elucidado, na perspectiva de Sacristán (2000, p. 147): "[...] tem impacto importante para estabelecer e definir as grandes opções pedagógicas regula o campo de ação e tem como consequência o plano de um esquema de socialização profissional através da criação de mecanismos de alcance prolongado."
Neste texto não se pretende colocar uma posição contrária ao Currículo Prescrito, antes, entendemos que cabe ao Estado definir os conteúdos mínimos e válidos para seu sistema de ensino. Sem, no entanto, invizibilizar a atuação do professor. Tal atitude pode desencadear um desestímulo do profissional, que não percebe sua identidade na proposta curricular, e consequentemente a mesma não diz respeito à sua prática e ao desenvolvimento de seu trabalho.
É necessário, que se levante um questionamento central: o documento curricular é prescrito por quem? É importante haver prescrição e regulação com a participação do professor em toda a construção curricular, caso contrário a escolarização poderá deixar lacunas no processo de desenvolvimento da aquisição dos conteúdos mínimos que dificilmente serão sanadas quando o aluno não tem acesso aos bens culturais e conhecimentos construídos socialmente.
Sacristán (2000) defende que a competência profissional de desenvolver o currículo é uma das atribuições do professor e que “[...] o caráter inoperante das prescrições curriculares na definição da prática e a debilidade profissional dos professores farão com que essa distribuição seja desigual e favorável aos meios tradutores do currículo [...] a desprofissionalização dos docentes é inevitável." (ibidem, p. 154)
___________________
Referências consultadas:
 

LOPES, Alice Casimiro; e MACEDO, Elizabeth. Teorias de Currículo, São Paulo: Cortez, 2011.



          SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática, 3ª Ed. Porto       Alegre:ArtMed,       2000.  

         SILVA, Tomaz Tadeu. Documento de Identidades: uma introdução às teorias do currículo.,Belo Horizonte; Autêntica, 2011.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ATENÇÃO CURSINHO!!!!

Saia na frente !!!

preparatórias para concurso SEEDF-Professor Efetivo , no Ethikos, com o Prof. Francisco Thiago , Isaac Novaes e Stael Pallacio.
Início dia 23 de setembro , na Avenida Central Bloco 372-Núcleo Bandeirante .

Informações: 3964-5688 ou diretoria@ethikoseducar.com.br
www.ethikoseducar.com.br

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Palestra debate Educação Étnico Racial

Ação integra Campanha Infância sem Racismo
A Secretaria da Criança, em conjunto com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), realizam no dia 10 de setembro, das 14h30 às 17 horas, a Palestra Educação Étnico Racial, na EAPE, SGAS 907, Conjunto A.
O evento é uma das ações da Campanha Infância sem Racismo, do UNICEF, lançada no Distrito Federal pela Secretaria da Criança, com a participação ainda de 11 secretarias do GDF.
O protocolo de intenções, assinado pelos integrantes da campanha, prevê diversas outras metas e ações, e entre as que já estão sendo desenvolvidas, estão o incentivo à leitura, com o programa Mala do Livro, para os socioeducandos das unidades de internação, com temática étnica racial, além de um concurso de poesia, e palestras sobre o tema para a sociedade.
A palestra será ministrada pela professora Maria do Carmo Barbosa Galdino, especialista em educação, raça e etnia, e vai falar sobre a construção e promoção da identidade negra.

Serviço:
Palestra Educação Étnico Racial
Dia: 10 de setembro
Horário: 14h30 às 17 horas
Local: Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do DF (EAPE), SGAS 907, Conjunto A

domingo, 1 de setembro de 2013

A Coordenação do Curso Pós-Graduação Lato Sensu – Especialização em Docência na Educação Infantil torna público e estabelece as normas do processo seletivo para o preenchimento de vagas

O Curso é resultado de parceria entre a Universidade de Brasília-UnB, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal- SEDF e o Ministério da Educação- MEC, no âmbito da política de formação docente instituída pelo Plano de Ações Articuladas, PAR. Saiba mais

  Fonte: http://www.fe.unb.br/noticias/a-coordenacao-do-curso-pos-graduacao-lato-sensu-2013-especializacao-em-docencia-na-educacao-infantil-torna-publico-e-estabelece-as-normas-do-processo-seletivo-para-o-preenchimento-de-vagas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Lei 10.639/03- Tudo o que você gostaria de saber sobre macumba e nunca teve coragem de perguntar Categoria: Planos de Aula

bgreligion

Fonte:http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/planos-de-aula/planos-mais-lidos/20343-lei-10-639-03-tudo-o-que-voce-gostaria-de-saber-sobre-macumba-e-nunca-teve-coragem-de-perguntar

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aluno Especial Aluno Especial 2º/2013 FE- UnB

Consulte os dias e horários prováveis aqui: Lista de Oferta 2º/2013
Obs: A taxa de R$ 35,00 para inscrição é única. Consulte o edital para tirar demais dúvidas.
 

FONTE: http://www.fe.unb.br/pos_graduacao/selecao/aluno-especial

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

I Seminário do Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça – GPPGeR/UnB.



                                                                                                  _____________________________________________________________________________
Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça - GPPGeR
Faculdade de Educação – FE/UnB


Trata-se de uma parceria do Geppherg com o IPEA. O objetivo é ampliarmos as discussões desenvolvidas no curso. Abriremos também para o público externo, convidem colegas e interessados nas temáticas. Todos/as serão certificados pelo Ipea e o Seminário está cadastrado na UnB como curso de Extensão. Teremos a participação do prof. convidado Dr. Júlio César de Souza Tavares, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense/ UFF e, atendendo aos pedidos das turmas do GPPGeR, anteciparemos a palestra com a Profª Drª Maria Zélia Borba Rocha, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília/ UnB, sobre o módulo IV.
Lançamento do livro “Igualdade Racial: reflexões no ano internacional dos afrodescendentes” organizado pelo Ipea. Haverá entrega de exemplar do livro e autógrafos dos/as autores/as.
Programação do Seminário
8h – 9h30: Prof. Dr. Júlio César de Souza Tavares –Universidade Federal Fluminense/ UFF
Mediadora: Profª. Ms. Deborah Silva Santos – Faculdade de Ciência da Informação/ UnB
9h30 -11h: Profª Drª Maria Zélia Borba Rocha – Faculdade de Educação da Universidade de Brasília/ UnB
Mediadora: Profª. Drª Carmenísia Jacobina Aires – Faculdade de Educação/ UnB
11h – 11h30: Lançamento do livro “Igualdade Racial: reflexões no ano internacional dos afrodescendentes” (Ipea)
Organizadoras: Tatiana Dias Silva e Fernanda Lira Goes (Ipea)
11h30 – 12h: Coffee break (organizado pelos/as estudantes do curso)
Presença dos/as Autores/as: Prof. Dr. Rafael Sanzio; Prof. Silvio Silva, Prof Drª Renísia Cristina Garcia Filice, Prof. Dr. Joaze Bernardino Costa.
Cordialmente,
Equipe do GPPGeR/UnB

II Seminário Currículos, Culturas e Cotidianos 16 a 18 de setembro de 2013 Vitória - ES UFES

Ainda dá tempo de fazer inscrição para o evento:

Apresentação

Esperamos que o “II Seminário Currículos, Culturas e Cotidianos” venha a constituir-se como um encontro potente pleno de enunciados urdidos, tramados e trançados nos diferentes textos escritos-falados-conversados nos três dias de Seminário – um bom encontro, que como todo bom encontro inspire  paixões alegres que potencializem para a ação.
O esforço de organizar um evento científico só se justifica pela produção de bons encontros e esperamos que possamos vive-lo durante a realização deste “II Seminário Currículos, Culturas e Cotidianos”, compartilhando nestes três dias bons encontros que nos afetem, visto entendermos a produção de um evento científico como uma ação ética que implica em “organizar os bons encontros, compor os relacionamentos vivenciados, formar as potências, experimentar” (Deleuze, 2002, p.124). ( leia mais

Fonte:  http://www.seminarionupec3.com.br/site/capa

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Heraldo Pereira chama Amorim de ex-colega e fala do processo de racismo

O jornalista falou sobre o sucesso e sua carreira Foto: Márcia Alves/ GNT / Divulgação
O jornalista falou sobre o sucesso e sua carreira
Foto: Márcia Alves/ GNT / Divulgação
O programa Marília Gabriela Entrevista, exibido no GNT, do próximo domingo (11), traz como convidado o jornalista Heraldo Pereira. Recentemente, ele ganhou um processo de injúria contra o também jornalista Paulo Henrique Amorim e falou sobre a questão na atração. Heraldo e Gabi também conversaram sobre os trabalhos mais importantes do entrevistado, planos pessoais, política e preconceito racial no Brasil.

Sobre o processo, Heraldo explicou o que o levou a procurar a Justiça. “Esse ex-colega disse que eu era 'negro da alma branca' e que eu não tinha virtude nenhuma para estar onde estou, além do fato de eu ser um negro de origem humilde”, contou, sobre os comentários que Amorim fez em uma página de internet em 2009.

“No meu entendimento, isso se caracteriza como um crime de racismo. Houve uma mudança na tipificação, na condenação do crime, e ele foi condenado por injúria racial, que é um outro crime. A diferença é que o crime de racismo é considerado pelos juízes como um crime que atinge a toda uma comunidade e o crime de injúria racial é quando eu quero ser discriminador e atingir apenas uma pessoa. É apenas uma questão técnica do Direito”, explicou o jornalista.

“Ainda há possibilidade de recurso, mas eu entendo que se fez justiça e vamos continuar tentando fazer com que esta decisão transite julgado definitivamente”, completou.

Heraldo Pereira começou sua carreira jornalística na televisão aos 18 anos, em uma emissora de Ribeirão Preto (SP), sua cidade-natal. Aos 24, em 1985, começou a trabalhar na TV Globo e, em 2001, assumiu a apresentação de dois noticiários locais em Brasília, onde cobria principalmente questões políticas. No ano seguinte, o jornalista se tornou o primeiro negro a apresentar de modo permanente o Jornal Nacional, onde ele ainda faz aparições pontuais. Atualmente, ele é comentarista do Jornal da Globo, posto que ocupa há seis anos. Além de seguir a carreira jornalística, Heraldo é mestre em Direito Constitucional.

Fonte:  http://diversao.terra.com.br/tv/programas/heraldo-pereira-chama-amorim-de-ex-colega-e-fala-do-processo-de-racismo,3b90ed96f8460410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html



Apresentadora americana Oprah Winfrey é vítima de racismo na Suíça

Em uma entrevista concedida ao apresentador Larry King, a rainha dos talk-shows contou que uma vendedora negou-se a mostrar uma bolsa, afirmando que o acessório "era caro demais para ela"

France Presse
Publicação: 09/08/2013 09:49 Atualização:

Oprah Winfrey tem uma fortuna avaliada em 2,8 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes (Andrew Kelly/Reuters)
Oprah Winfrey tem uma fortuna avaliada em 2,8 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes
Zurique
- A apresentadora americana Oprah Winfrey afirmou ter sido vítima de racismo numa butique de luxo em Zurique, onde ela se encontrava para participar no casamento da cantora Tina Turner. Em uma entrevista concedida ao apresentador Larry King, a rainha dos talk-shows contou que uma vendedora negou-se a mostrar uma bolsa, afirmando que o acessório "era caro demais para ela".

A vendedora ainda explicou que o artigo havia sido criado exclusivamente para a atriz Jennifer Aniston. Oprah Winfrey contou ainda à Larry King que teve vontade de rir e, ao som do tema de "Uma linda mulher", comprar a loja toda, mas desistiu porque percebeu que, assim, a vendedora iria receber comissão sobre as vendas.

Leia mais notícias em Mundo

Oprah Winfrey tem uma fortuna avaliada em 2,8 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. Contatada pela AFP, Trudie Gotz, proprietária da cadeia de butiques de luxo Trois Pommes, explicou que tudo não passou de um mal-entendido.

"Minha vendedora é muito gentil. Ela explicou que se tratava de uma bolsa de 35 mil francos e que poderia mostrar modelos mais baratos", afirmou Gotz, acrescentando que vai consultar seu advogado a respeito da resposta que dará à acusação da apresentadora.
Tags: suíça racismo winfre.


Fonte:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/08/09/interna_mundo,381574/apresentadora-americana-oprah-winfrey-e-vitima-de-racismo-na-suica.shtml

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SERNEGRA 2013 II Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça

Abertas inscrições para apresentação de trabalho


 
Estão abertas as inscrições para propostas de apresentação de trabalho na modalidade comunicação oral nas 12 Seções Temáticas que irão compor o Simpósio SERNEGRA, que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2013, no Campus Brasília do IFB.
O Simpósio SERNEGRA faz parte da Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça do IFB que, em sua segunda edição, contará com uma programação bastante diversa, com palestras, mesas-redondas, exposições, cine-debate, eventos de confraternização, cursos e oficinas. 
DA INSCRIÇÃO
As inscrições de propostas de comunicação estarão abertas de 05 de agosto a 06 de setembro de 2013 e deverão ser feitas online.
1) Modalidade dos trabalhos: comunicação oral
2) Período de apresentação de propostas: 05 de agosto à 06 de setembro
3) Resultado da avaliação das propostas de comunicação: 20 de setembro
4) Para apresentar uma proposta de comunicação é necessário o preenchimento do formulário online.
5) No formulário o proponente deverá preencher os seguintes dados:
      a) Nome completo
      b) Instituição a que se vincula (se for o caso)
      c) Titulação
      d) Link do currículo Lattes (se for o caso)
      e) E-mail
      f) Resumo do trabalho a ser apresentado (mínimo de 100 e máximo de 200 palavras)
      g) Seção Temática a que se endereça a proposta de comunicação (1ª opção)
      h) Seção Temática a que se endereça a proposta de comunicação (2ª opção)
6) Cada proponente poderá apresentar apenas uma proposta de comunicação
7) Cada proposta de comunicação poderá ter até dois autores
DAS COMUNICAÇÕES
1) Uma comunicação é composta por apresentação oral e debate
2) Todas as STs contarão com data show e computador com libreoffice. O uso de qualquer outro programa dependerá de solicitação prévia, que poderá não ter como ser atendida
3) Para cada comunicação serão reservados 20min para a apresentação

4) Para cada comunicação serão reservados 10min para debate


Contato: sernegra@ifb.edu.br
 

Seções Temáticas do Simpósio


ST 01 - Feminismo negro na encruzilhada afrobrasileira: intersecionalidade, diálogos e horizontes
Coordenação: Jaqueline Gomes de Jesus
Feminismo Negro designa um movimento político e intelectual no qual são repensadas as experiências e condições de vida de pessoas negras, a partir de uma perspectiva feminista. O feminismo negro identificou quando de seu surgimento, nos anos 70 do século XX, que ao não levar em conta a interseção entre raça e gênero, o feminismo tradicional não considerava as particularidades das mulheres negras, ou sequer as reconhecia como mulheres. O feminismo negro reavaliou as políticas feministas de um ponto de vista afrocentrado, defendendo dois pontos fundamentais para a crítica ao feminismo tradicional, mas também para o desenvolvimento de outros feminismos, ditos intersecionais: (1) a natureza simultaneamente operacional e interligada das opressões; e (2) a experiência de vida e o conhecimento acumulado pelas mulheres negras como elemento central para os debates e ações feministas. O presente Simpósio Temático tem por objetivo trazer à baila um debate sobre como o feminismo negro tem sido apropriado e re-elaborado como conceito e prática na realidade afrobrasileira. Serão acolhidos, entre outros, trabalhos que abordem a natureza operacional e interligada das opressões; a intersecionalidade de gênero, raça, orientação sexual, idade, origem, habilidades físicas e outras dimensões da diversidade; mulheres negras em movimentos feministas; gênero como conceito supremacista-desgenerização na Diáspora; quilombismo e feminismo: diálogos possíveis; experiência de vida e de lutas de mulheres negras; auto-representação de homens negros; e auto-definição, saúde, família, maternidade, liderança comunitária, política sexual na sociedade dominante e no contexto das relações interpessoais de mulheres negras.

ST 02 – Gênero e raça nas políticas públicas
Coordenação: Luciana da Luz Silva
O objetivo deste GT é fomentar o debate e a reflexão acerca dos desafios, das experiências, metodologias e resultados alcançados pela aplicação da transversalidade de Gênero e Raça nas Políticas Públicas brasileiras (nas esferas municipal, estadual e federal). Considerando o marco histórico de comemoração dos 10 anos de criação da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e da  Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), tencionamos incentivar e promover a produção científica acerca do estado de arte referente ao tema. O caráter instrumental e concreto das Políticas Públicas enquanto ações efetivas do Estado frente à sociedade exige que se elucidem questões como: os mecanismos de funcionamento das instituições, a legislação sobre a temática, a participação popular, o diálogo com os movimentos sociais, os resultados concretos, os projetos futuros e as perspectivas de ação.
ST 03 – Étnica e estética: o diálogo entre as tradições afrodescendentes e as linguagens artísticas
Coordenação: Tatiana Henrique Silva
Diálogos e imbricações entre as tradições religiosas e as linguagens artísticas são presentes em inúmeros trabalhos - artes visuais, literatura, música, dança e teatro. Neste simpósio, portanto, serão aceitos trabalhos que abordem como os artistas ou coletivos artísticos realizam apropriações de tradições herdadas das culturas africanas, ampliando a relação entre o contemporâneo e o mítico, a partir de  corporeidades, sonoridades e objetos.
ST 04 – Diásporas negras no contexto latino-brasileiro: fluxos identitários, gênero e globalização
Coordenação: Glória Maria Santiago Pereira
Pensar sobre a diáspora negra na contemporaneidade envolve questões que ultrapassam os limites das fronteiras disciplinares, suscita discussões que desafiam ideias a priori sobre nação, temporalidade, identidades étnicas, classe, gênero e raça. Essas culturas negras viajantes transfiguram-se nas práticas cotidianas inscritas em diferentes espaços sócio-históricos e subjetivos, influenciando o campo das artes, a política e as diferentes formas de religiosidade pelo mundo, formando subculturas de resistência, híbridas e/ou transnacionais. Nesse sentido, a proposta deste simpósio temático (ST) visa dialogar com pesquisas ou ensaios que tenham como tema a influência da diáspora negra no contexto latino-brasileiro em suas diferentes formas de expressão sócio-cultural, como a influência do feminismo afro-americano nos movimentos feministas na América Latina e o possível prolongamento do discurso pós-colonial ou do movimento pan-africanista no contexto latino-brasileiro. Além disso, serão acolhidas propostas de temas emergentes à diáspora negra no Brasil- por exemplo, o impacto dos novos processos imigratórios de africanos e caribenhos no país ou até mesmo uma análise crítica em relação aos tratados de cooperação internacional Brasil-África.
ST 05 – Literaturas Africanas e Literatura Negra Brasileira: crítica e ensino
Coordenação: Rosilene Silva da Costa
A produção literária africana, especialmente a escrita em língua portuguesa, tem conquistado espaço editorial ao longo dos últimos anos e já passa a figurar nos currículos universitários e até mesmo nos escolares. De forma ainda tímida, a Literatura Negra produzida no Brasil também vem conquistando espaço. É comum nomes como o da moçambicana Paulina Chiziane e da brasileira Conceição Evaristo estarem nos catálogos de eventos, nos banco de teses e artigos, bem como serem do conhecimento dos professores de Literatura. Além disso, o Brasil a cada dia estreita relações com os países africanos, o que se evidencia até mesmo com a publicação da Coleção História Geral da África. Os marcos legais deixam isso mais evidente: a Lei 10.639/03  torna obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica e as Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Parecer CNE 03/04) mostram o caminho para a implementação da lei. Assim, há de se considerar como a Literatura pode contribuir para enriquecer o conhecimento que se tem de África, bem como das histórias e vivências dos afrodescendentes no Brasil. Então este simpósio se caracterizará pela apresentação de textos de autores africanos e afro-brasileiros tanto numa perspectiva de crítica literária, quanto numa perspectiva que considere o ensino destas Literaturas.
ST 06 – Gestão de Políticas Públicas: a transversalidade de gênero, raça e classe
Coordenação: Renísia Cristina Garcia Filice e Marjorie Nogueira Chaves
A interseccionalidade é uma categoria com um conteúdo político bem definido, e abarca a complexidade da situação de indivíduos e grupos, considerando eixos de subordinação, a saber: raça/etnia, gênero, orientação sexual e condição de classe (Heilborn, 2011). Esta Seção Temática tem por objetivo avaliar a implementação de políticas públicas que buscam transversalizar estas dimensões, em especial de gênero e raça, com vistas a alterar os padrões de discriminação que atingem a maioria da população brasileira. A exclusão social e a pobreza a que estão submetidas mulheres e a população negra, em particular as mulheres negras, resultam da sobreposição dessas vulnerabilidades. Na atual reformulação do campo da gestão de políticas públicas e, consequentemente, na remodelação do Estado, o diálogo com os segmentos sociais precisam ser apreendidos por uma perspectiva interseccional. Assim sendo, esta ST tem por finalidade discutir os processos sociais e políticos presentes na elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas, com destaque para as políticas focalizadas na educação básica e superior que articulem as dimensões de gênero, raça e classe. O debate resultante dessa seção visa contribuir para novas leituras acerca do alcance e dos limites das políticas públicas na efetivação da equidade nos programas governamentais em curso.
ST 07 – Entrecruzamentos de negritudes, dissidência sexual e de gênero: a própria casa da diferença
Coordenação: Wanderson Flor do Nascimento e Tatiana Nascimento dos Santos
No Brasil, a pesquisa acadêmica em estudos da negritude e também os setores mais expressivos do movimento negro nacional e LGBTQI - lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer e intersex ainda não se comprometem de forma efetiva a uma análise da articulação entre racismo e homofobias. Com esse ST esperamos visibilizar mais o encontro entre negritudes e homossexualidades, com elementos capazes de criar ferramentas novas ao enfrentamento do racismo lesbo/homo/trans/travestifóbico, desde uma perspectiva feminista. Montamos esse espaço para apresentação e discussão de análises contemporâneas sobre identidades intersectadas em raça e orientação afetivo-sexual e/ou identidade de gênero para o diálogo entre pesquisadoras e ativistas de movimentos sociais sobre o encontro de raça e diversidade sexual, com foco na população negra LGBTQI e seus processos de autopercepção, vulnerabilização, exclusão ou empoderamento. São bem-vindas pesquisas apresentadas nos mais diversos registros envolvendo temas que intersectem, das mais variadas formas, as relações raciais, as diversidades de orientação sexual e/ou identidade de gênero, ligadas às experiências individuais ou coletivas, problemáticas de políticas públicas, vitimizações, críticas às hierarquizações de identidades em suas várias expressões, trajetórias de pessoas negras LGBT, religiosidades de matrizes africanas sobre o prisma da diversidade etc. As mais diversas produções textuais também serão acolhidas, desde que tratem das interseccionalidades indicadas neste ST.
ST 08 – Mídia, racismo e representações sociais
Coordenação: Kelly Tatiane Martins Quirino e Ruth Meyre Rodrigues
Os meios de comunicação são canais estratégicos para a superação do racismo no Brasil. A mídia pode influenciar no que tange a construção das representações sociais além da disseminação de formas de pensar e agir junto à opinião pública. Desta forma, o objetivo desta Seção Temática (ST) será selecionar propostas de trabalhos que retratem as influências da mídia como condicionante de nossos gostos e preferências no processo educativo no âmbito escolar ou em sua dimensão não institucionalizada.
ST 09 – Questões de gênero e de raça na Rede Federal de Educação Tecnológica: políticas e ações de gestão, ensino, pesquisa e extensão
Coordenação: Pollyana Maria Ribeiro Martins e Glauco Vaz Feijó
Quando promulgada e posteriormente regulamentada, a Lei 12.711/2012, que estabeleceu a obrigatoriedade da adoção de cotas pelas universidades e institutos federais para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, incluindo percentual para autodeclarados negros, previu a adoção gradual das cotas para se alcançar o índice de 50% de vagas destinadas aos cotistas até 2016. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, contudo, adotaram o índice de 50% já no primeiro ano de vigência da Lei. A decisão não foi possível, como pode parecer, devido à juventude dos Institutos Federais, basta lembrar que, embora rebatizados, alguns IFs já tem mais de um século de vida.  A rápida implementação da Lei de cotas nos IFs revela um dos traços que marcam a trajetória da Rede: o desafio da inclusão. Desafio exponencialmente multiplicado pela multiplicidade de sujeitos, identidades e representações sóciais e políticas que tanto marcam a contemporaneidade. Dois grandes desafios de construção da igualdade dentro da diversidade que já não podem deixar de ser enfrentados pelos Institutos Federais são a inclusão em suas pautas de políticas e ações voltadas para o combate ao racismo e ao sexismo e a consequente promoção da igualdade racial e de gênero. O objetivo dessa ST é acolher propostas de comunicação que tragam relatos de experiências e reflexões sobre políticas e ações ocorridas, ou em curso, no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica nos eixos de gestão, ensino, pesquisa e extensão, que tenham por objetivo a promoção da igualdade racial de gênero.
ST 10 – Arte e identidades negras
Coordenação: Nelma Cristina Silva Barbosa
Reunir trabalhos que discorram sobre experiências e estudos da produção artística negro-mestiça no campo das Artes Cênicas (Teatro e Dança), das Artes Visuais, Música e produção audiovisual. Interessa-nos refletir sobre aspectos como a institucionalização, processos de criação, autoria, filosofia da arte, forma, recepção, formação de público, entre outros, que relacionem Arte e identidades negras. Visamos propor um debate atual que abarque múltiplas possibilidades e instrumentos para a compreensão das expressões artístico-culturais afrobrasileiras.
ST 11 – Corpos plurais: gênero, raça e experiência social
Coordenação: Bruna Cristina Jaquetto Pereira e Ana Cláudia Jaquetto Pereira
A proposta do ST é estimular reflexões sobre as experiências relacionadas aos marcadores corporais de gênero e raça, tanto no que diz respeito às múltiplas possibilidades de vivências identitárias, quanto no que tange à articulação de hierarquias sociais. Propõe-se que os/as participantes contemplem em seus trabalhos: as formas como a inserção corpórea quanto a gênero e raça impacta a subjetividade, a maneira como ela está imiscuída nas relações interpessoais, o modo como ela é compartilhada entre coletividades e também como ela se articula em nível estrutural, configurando diferenças e desigualdades.
ST 12 – Análise de Discurso Crítica e reflexões sobre negritude, gênero e raça
Coordenação: Jacqueline Fiuza da Silva Regis e Fernando Cezar Oliveira
A proposta desta Seção Temática (ST) é reunir pesquisadoras e pesquisadores que em seus estudos e reflexões sobre negritude, gênero e/ou raça se apoiem na abordagem teórico-metodológica da Análise de Discurso Crítica (ADC), especialmente em sua vertente de origem inglesa (Fairclough, 1989, 1995, 2001, 2003 e Chouliaraki & Fairclough, 1999), e em seu significativo desenvolvimento no Brasil (Resende & Ramalho, 2006, 2008, 2011), mas também em qualquer outra de suas vertentes. Como a ADC, que se situa numa interface entre a Linguística e as Ciências Sociais, tem um amplo escopo de aplicação e permite abordar distintas práticas sociais, pois todas elas apresentam, em maior ou menor grau, um componente discursivo materializado em textos, esperamos reunir uma diversidade de trabalhos realizados nessa perspectiva para um enriquecedor diálogo no âmbito do II Sernegra.
 
 
Fonte:  http://sernegra2013.blogspot.com.br/